Pela primeira vez em mais de 50 anos, olhos humanos observam o “lado escuro” do satélite, com transmissão em tempo real de fotos em altíssima resolução capturadas pelos astronautas da Artemis II

A NASA realizou no último domingo (05) uma transmissão global histórica que prometeu redefinir nossa visão do cosmos. Diretamente da cápsula Orion, os quatro astronautas da missão Artemis II enviarão imagens inéditas e em tempo real da face oculta da Lua, marcando a primeira vez que seres humanos retornam à vizinhança lunar desde 1972 desde o fim do programa Apollo e foi lançada em 1 de abril na Flórida. Na missão seguirão os astronautas: Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, da Nasa, além de Hansen, da Agência Espacial Canadense. O evento não é apenas um marco tecnológico de comunicação via laser, mas o ápice de uma jornada de dez dias que valida os sistemas necessários para o próximo passo da humanidade: o pouso no polo sul lunar.

Durante a missão os astronautas observaram detalhes fascinantes da bacia Oriental, que é uma formação geológica, que até então estava sendo estudada por sondas e missões sem tripulantes. Esta nova missão fez testes no sistema da nave, permitindo que os tripulantes pudessem observar a lua durante o sobrevoo, como também puderam ver o lado oculto do satélite. De acordo com a NASA, é a primeira vez que humanos conseguem ver a bacia Oriental de modo completo, marcando um feito histórico para a humanidade.

Créditos: G1 (Esta imagem divulgada pela NASA mostra uma visão da Lua totalmente iluminada, incluindo a bacia Orientale e partes do lado oculto não visíveis da Terra, em 6 de abril de 2026 — Foto: NASA/via AFP)

A missão que segue sendo atualizada todos os dias, no último sábado (04), o astronauta Victor Glover reafirmou uma confirmação afirmando que a tripulação conseguiu fazer capturas de imagens detalhadas da superfície lunar, incluindo a bacia Oriental: “uma enorme cratera de impacto na Lua, formada por um antigo choque de asteroide”, afirmou Glover. 

“Nesta nova imagem da nossa tripulação da Artemis II, você pode ver a bacia Oriental na borda direita do disco lunar. Esta missão marca a primeira vez que toda a bacia foi vista a olho nu”, diz a publicação compartilhada no X.

Créditos: G1 (“Selfie” da nave Orion feita por uma das câmeras em seus painéis solares durante a missão Artemis II — Foto: NASA)

O Retorno do Olhar Humano

Embora sondas robóticas tenham mapeado a face oculta exaustivamente nas últimas décadas, a perspectiva humana traz uma nuance diferente. Diferente das fotos estáticas de satélites, a transmissão focou na experiência sensorial da tripulação ao observar crateras gigantescas e o terreno acidentado que nunca é visível da Terra.

Para os tripulantes que se encontram na cápsula Orion, relataram que a lua está “ficando cada vez maior”, isso conforme se aproximavam da lua. A nova perspectiva reforça a distância já percorrida: a Terra aparece cada vez menor, enquanto a Lua domina o campo de visão”, afirmam os tripulantes.

“Ver a Terra desaparecer atrás do horizonte lunar e ser recebido pelo relevo bruto da face oculta é algo que nenhuma câmera automática consegue traduzir plenamente”, afirmou a diretora de voo da missão durante o briefing matinal.

Créditos: G1 (“Selfie” da nave Orion feita por uma das câmeras em seus painéis solares durante a missão Artemis II — Foto: NASA)

Tecnologia de Transmissão por Laser

O grande diferencial desta missão é o sistema O2O (Optical Orion Communications Terminals). Ao contrário das transmissões de rádio granuladas da era Apollo, a Artemis II utiliza comunicações ópticas (laser) para enviar dados.

  • Velocidade: Taxas de transmissão que permitem vídeo em 4K.
  • Alcance: Mais de 380.000 quilômetros de distância.
  • Objetivo: Testar a rede que sustentará a futura base permanente na Lua.

O Que Esperar das Imagens

Diferente da face visível, rica em “mares” de lava resfriada (manchas escuras), a face oculta é extremamente acidentada e repleta de crateras de impacto. Os cientistas esperam observar detalhes da Bacia de Aitken, uma das maiores e mais antigas estruturas de impacto do Sistema Solar, sob condições de iluminação solar que favorecem o contraste das sombras.

Créditos: CNN (Foto: Divulgação/Nasa)

Próximos Passos

Após completar a órbita de estilingue gravitacional pela face oculta, a Orion iniciará sua trajetória de retorno à Terra. Este sucesso é o sinal verde que a NASA precisa para a Artemis III, prevista para o próximo ano, que finalmente levará a primeira mulher e o próximo homem a pisar no solo lunar.

Ontem (05), marcou o quinta dia de missão. Após a missão realizada nestes últimos dias, a Artemis II iniciou os preparativos para a sua volta depois de passar pelo lado oculto da lua. Seguindo os próximos passos da missão, a cápsula Orion hoje se preparou para o momento mais aguardado, o sobrevoo lunar. E durante essa passagem, a nave permaneceu sem comunicação, o que durou entre 30 a 50 minutos. 

Créditos: CNN (Foto: Divulgação/Nasa)

Durante a passagem pelo lado oculto da lua, os astronautas encontraram: Um escudo de crateras, Geologia acidentada, Crosta espessa e o Lado oculto não é “escuro”. A aeronave conseguiu um feito inédito, o de percorrer a maior distância, desde 1970, superando a marca realizada por Apollo 13. Nesta segunda (06), os astronautas que estão a bordo, observaram um eclipse solar, que teve uma duração de 1 hora.

Para que o público consiga ver as imagens em tempo real, a NASA fez uso da Deep Space Network. 

Fonte: G1

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