Diarista apresentou queixa-crime na Justiça de São Paulo após ser acusada pelo filho da influenciadora de furtar R$ 80 mil; defesa entregou gravações em que homem afirma que Deolane “lava dinheiro” para eles

Uma nova batalha judicial envolvendo a influenciadora e advogada Deolane Bezerra corre na esfera penal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP). A diarista Denise Rosane Bastos apresentou uma queixa-crime contra a famosa pelos crimes de calúnia e ameaça. A ação foi motivada após a trabalhadora ser acusada pelo filho de Deolane de ter furtado R$ 80 mil em espécie da residência da família. Como parte do conjunto probatório, a defesa da ex-funcionária anexou áudios contendo graves intimidações e declarações de um homem não identificado que afirma que o montante sumido seria oriundo do crime organizado e que a influenciadora faria lavagem de dinheiro para o grupo.

O caso teve início após uma limpeza na casa de Kayky, um dos filhos da advogada, empresária e influenciadora digital. Após o serviço, a diarista foi acusada de ter sumido com uma quantia de dinheiro. Denise nega qualquer envolvimento, e ainda afirma ter recebido áudios da influenciadora acusando-a de ter feito o furto e com pedidos de devolução do dinheiro. Além também, segundo a diarista, de ter recebido mensagens de números desconhecidos, afirmando que o dinheiro pertencia ao crime organizado.

“Eles chegaram a mandar algumas pessoas aqui na porta da minha casa, falando que se eu não aparecesse, ia acontecer algo com a minha família”, afirmou Denise que ainda diz ter recebido mensagens de um homem afirmando pertencer ao crime organizado. 

Fonte: CNN Brasil

O Estopim: Acusação de furto e varredura na casa da funcionária

Segundo as informações oficiais do processo, o conflito teve início quando o filho de Deolane Bezerra deu falta da quantia de R$ 80 mil em dinheiro vivo dentro de sua residência. A suspeita recaiu imediatamente sobre a diarista Denise Rosane Bastos.

De acordo com o relato da ex-funcionária registrado nos autos, seguranças particulares da influenciadora teriam ido até a sua residência e realizado buscas invasivas no imóvel e em seu veículo particular, na tentativa de localizar o dinheiro. Na ocasião, a trabalhadora lavrou um boletim de ocorrência contra Deolane e o filho para registrar a coerção. O boletim de ocorrência feito por Denise, ocorreu em novembro de 2025, onde a ação teve início. 

Fonte: Jornal da Record
Fonte: Jornal da Record

O conjunto probatório: Áudios e ameaças de morte

O desdobramento mais grave do caso, contudo, reside no material digital entregue à Justiça pela defesa da diarista. Em um pen drive anexado ao processo criminal, foram reunidas gravações de áudio enviadas à funcionária por meio de números de telefone desconhecidos.

Nas mensagens, um homem adota um tom altamente intimidatório para exigir a devolução dos R$ 80 mil. Em um dos trechos mais sensíveis da investigação, a voz masculina afirma textualmente que o dinheiro em questão pertencia ao crime organizado e que Deolane Bezerra atuava de forma direta “trabalhando para eles” no branqueamento (lavagem) dessas capitais ilícitas. O emissor da mensagem chega a ameaçar a integridade física e a vida da diarista caso o valor não fosse restituído.

Fonte: Ricardo Antunes

Situação atual do processo

A queixa-crime foi distribuída originalmente para a 3ª Vara Criminal de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Conforme a última atualização jurídica do caso, o processo seguirá tramitando formalmente em relação à acusação do crime de calúnia. A tese referente ao crime de ameaça foi desmembrada temporariamente, mas poderá ser resgatada e assumida posteriormente pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) dada a gravidade dos áudios envolvendo suposta facção criminosa.

Apesar da queixa-crime ter sido rejeitada parcialmente pela juíza do caso, no último dia 27 de março e segue em tramitação apenas como crime de calúnia. Isso porque, de acordo com a magistrada, apenas o Ministério Público tem legitimidade para processar esse tipo de delito, e não a vítima diretamente. No período de levantamento das informações, a defesa de Deolane não havia se manifestado sobre os fatos. 

Fonte: http://www.descubrasampa.com.br

Em paralelos aos fatos ocorridos e que seguem em tramitação referente ao caso da ex-diarista da influenciadora, Deolane responde por outro caso, o de envolvimento com o PCC. Até o presente momento, a influenciadora encontra-se presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, localizada no interior de São Paulo, para onde foi transferida da penitenciária feminina Santana para a penitenciária feminina Tupi Paulista que se encontra localizada a 670 km da capital, por ter suspeita de envolvimento como “caixa do crime organizado”, em esquema de lavagem de dinheiro do PCC, afirma a investigação. 

De acordo com a investigação, ela recebia valores do PCC que eram enviados para contas pessoais, que eram misturadas a outros recursos, sendo devolvidas à facção para ocultar a origem do dinheiro. Cerca de 27 milhões que estavam em posse da advogada foram bloqueados por determinação da justiça.

Fonte: purepeople

“Entendemos ao longo da investigação que a Deolane, até pelo poder econômico que ela adquiriu ao longo do tempo e pela influência, ela funcione como uma espécie de caixa do crime organizado”, afirmou o delegado Edmar Caparroz, do 2º distrito policial de Presidente Venceslau para onde Deolane havia sido levada inicialmente. Deolane foi presa em sua residência em Alphaville, na cidade de Barueri, na Grande São Paulo. A prisão ocorreu na última quinta-feira (21), durante a Operação Vérnix, deflagrada pela Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo.

Nos últimos dias, Deolane passou por audiência de custódia, e afirmou que “foi presa por estar advogando”. “Por uma quantia de R$ 24 mil depositada em minha conta, por um cliente que consta no próprio relatório da polícia o meu acompanhamento ao cliente”, afirmou a influenciadora. 

Fonte: tmc.com.br

Ainda afirmou “Excelência, eu fui presa no exercício da profissão. À época dos fatos eu advogava. É um processo bem antigo, de 2019, 2020. Eu quero deixar bem claro, mesmo sabendo que aqui não se trata de mérito, que eu fui presa por estar advogando”, acrescentou Deolane.

Até o fechamento desta matéria, a redação do Portal Em Pauta com Fernanda Araújo, entrou em contato com uma fonte ligada a Jornalista Carla Albuquerque que teve acesso na íntegra sobre os fatos do caso da ex-diarista, mas não conseguimos retorno para saber mais informações. 

Fontes: 

Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP)

Coluna Fábia Oliveira (Portal Metrópoles)

Jornalista Carla Albuquerque (Canal Investigação Criminal / Redes Sociais)

Boletim de Ocorrência da Polícia Civil de SP

Revista Veja

R7

Deixe um comentário