​​Um ano após o falecimento da cantora Preta Gil, especialistas reforçam que o desconhecimento dos sintomas e a demora para buscar exames de rastreamento ainda reduzem as chances de cura da doença

​Por Redação 

Campina Grande, PB – 14/08/2026

​A lembrança pelo primeiro ano do falecimento da cantora Preta Gil voltou a colocar no centro do debate público a importância da conscientização sobre o câncer colorretal. No segundo tumor de maior incidência no Brasil, a doença atinge milhares de pessoas anualmente, mas ainda enfrenta dois grandes obstáculos: a falta de informação sobre os sintomas iniciais e a procrastinação da população na busca por auxílio médico.

Em entrevistas, a cantora e atriz contou que por muito tempo ignorou os sintomas até receber o diagnóstico. O câncer de intestino, também conhecido como câncer colorretal, é uma das doenças mais frequentes do aparelho digestivo, exigindo atenção contínua à prevenção e ao diagnóstico precoce. Ao longo dos anos, a trajetória de personalidades públicas acometidas pela enfermidade tem ajudado a conscientizar a população sobre a importância dos exames preventivos, como a colonoscopia.

Um dos casos de maior repercussão no Brasil foi o do Rei do Futebol, Pelé, falecido em dezembro de 2022, aos 82 anos, por falência múltipla de órgãos decorrente de um câncer no cólon. O ex-jogador descobriu a lesão em setembro de 2021, durante exames de rotina no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Ao longo do tratamento, Pelé buscou demonstrar otimismo e serenidade, afirmando em suas redes sociais: “Meus amigos, muito obrigado pelas mensagens de carinho. Eu agradeço a Deus por estar me sentindo muito bem e por permitir que o Dr. Fábio e o Dr. Miguel cuidem da minha saúde. No último sábado fui submetido a uma cirurgia para retirada de lesão suspeita no cólon direito. O tumor foi identificado durante os exames que mencionei na última semana”.

Fonte: Radio Algerie

Ainda no meio esportivo, o ídolo do Vasco da Gama, Roberto Dinamite, faleceu em janeiro de 2023, aos 68 anos. Ele descobriu a doença no final de 2021, após dar entrada no hospital para tratar uma obstrução intestinal emergencial. Ao compartilhar o diagnóstico com os torcedores e a imprensa, Dinamite ressaltou sua disposição para enfrentar a adversidade: “Como todos sabem, no fim do ano passado precisei passar por uma cirurgia de emergência. Aos poucos estou me recuperando. Agora começo uma nova etapa, com o início da quimioterapia. O apoio de vocês me dá ainda mais força e energia para vencer esse desafio”.

Fonte: brasil 247

No cenário internacional, a morte do ator norte-americano Chadwick Boseman, em agosto de 2020, aos 43 anos, causou comoção global. Diagnosticado em 2016 com câncer de cólon em estágio III, o astro de Pantera Negra optou por enfrentar o tratamento em absoluto sigilo enquanto continuava trabalhando em grandes produções cinematográficas. Chadwick não deu entrevistas públicas sobre a doença enquanto esteve vivo, mas sua família descreveu sua jornada em comunicado oficial: “Foi a honra de sua carreira dar vida ao Rei T’Challa em Pantera Negra. Um verdadeiro lutador, Chadwick perseverou através de tudo e trouxe a vocês muitos dos filmes que vocês tanto amam. De Marshall a A Voz Suprema do Blues, todos foram filmados durante e entre incontáveis cirurgias e quimioterapias”.

Fonte: abc news

Outro ator que enfrentou a doença foi o veterano Luis Gustavo, que faleceu em setembro de 2021, aos 87 anos. Diagnosticado com câncer de intestino em 2018, o artista optou por um tratamento reservado e foi recolhido em sua casa em Itatiba, no interior de São Paulo. Já no universo da música pop brasileira, o ex-integrante da boyband Dominó, Klaus Hee, faleceu em 2024, aos 50 anos, após o avanço metastático do câncer intestinal com o qual travou uma batalha. Em suas redes sociais durante o período de internação, Klaus expressou sua fé diante da situação: “Seguimos na luta, um dia de cada vez, confiando nos planos de Deus e agradecendo por todo o carinho e orações de vocês”.

Fonte: atelevisao.com

Atualmente, personalidades continuam usando sua visibilidade para alertar sobre a prevenção. A cantora Preta Gil, diagnosticada com adenocarcinoma na porção final do intestino em janeiro de 2023, falou abertamente sobre o processo e enfatizou a importância do diagnóstico precoce em entrevista ao programa Fantástico: “Eu não dava importância aos sinais que meu corpo dava. A gente precisa ouvir o nosso corpo, fazer exames de rotina e falar sobre isso sem tabu. O câncer não é uma sentença de morte, é um diagnóstico que exige coragem e tratamento”. O ator americano James Van Der Beek, conhecido pela série Dawson’s Creek, também tornou pública sua luta contra o câncer colorretal em 2024, declarando à revista People: “Eu tenho câncer colorretal. Tenho lidado com esse diagnóstico de forma privada e tomados passos para resolvê-lo, com o apoio da minha incrível família. Há razões para o otimismo e estou me sentindo bem”.

Fonte: Jornal da Paraíba

Para precisão factual do registro jornalístico, cabe esclarecer dados incorretos frequentemente associados a outros nomes: a atriz Ilva Niño faleceu em 2024 em decorrência de complicações respiratórias após uma cirurgia; a atriz Audrey Hepburn faleceu em 1993 em razão de um pseudomixoma peritonial (câncer raro originado no apêndice); e a atriz Farrah Fawcett faleceu em 2009 devido a um câncer anal, uma neoplasia distinta da classificação do câncer colorretal.

Fonte: farol de notícias
Fonte: tomandlorenzo.com

O aumento de casos de câncer no intestino, tem relação com o estilo de vida moderno, crescimento no consumo de alimentos ultraprocessados, dietas pobres em fibras, sedentarismo, obesidade e diagnóstico tardio. Com o agravamento dos exames preventivos e não procura por ajuda médica. O cenário traz o reflexo do envelhecimento da população, desigualdade entre as regiões e os desafios que persistem para a prevenção, diagnóstico precoce e tratamento rápido. 

O câncer colorretal é um tipo de tumor que afeta as áreas do cólon (parte central e mais extensa do intestino grosso) e reto (parte final e responsável por formar e eliminar as fezes), partes do intestino grosso que tem um papel importante na absorção da água, sais minerais e na formação das fezes. Em grande parte dos casos, 95% se trata de um adenocarcinoma, que é um tumor que se origina nas células glandulares que reveste a parte do intestino. No mundo, o câncer colorretal representa 10% de todos os tipos de câncer, com 1.9 milhão de novos casos por ano, e com 935 mil mortes, de acordo com levantamento da Globocan, da Organização Mundial da Saúde (OMS).

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA),  40 mil novos casos devem ser diagnosticados até o final deste ano. Para o triênio de 2023-2025 um total de 45.630 novos casos anuais de câncer colorretal foram detectados. Entre 2026 e 2028, serão detectados 53.810 novos casos por ano no triênio 2026-2028, o equivalente a 10,4% de todos os diagnósticos oncológicos. Entre homens e mulheres a projeção é igualitária; e mesmo com os avanços tecnológicos, a doença apresenta altos índices de mortes. Apenas em 2018, houveram 19 603 óbitos, segundo o Atlas de Mortalidade por Câncer do INCA. O câncer é o segundo tipo de câncer que mais mata, ficando apenas atrás do câncer de próstata e de mama, se aproximando também das doenças cardiovasculares. 

Inicialmente a manifestação se dá de forma benigna no intestino grosso (pólipos), sendo necessário a realização de uma triagem, em pessoas da faixa etária de 45 a 50 anos, que podem variar de acordo com os fatores de risco e as diretrizes. 

No entanto, isso pode mudar segundo o histórico familiar se houver, em casos de condições pessoais e hereditárias que podem aumentar os riscos de desenvolver a doença como Síndrome de Lynch (câncer colorretal hereditário não polipoide) com chances de desenvolvimento que varia entre 70% a 80% com frequência em pessoas com mais de 50 anos e a Polipose Adenomatosa Familiar (PAF); Doenças inflamatórias intestinais crônicas, como a retocolite ulcerativa e a doença de Crohn, podem elevar os riscos. Devido a duração e extensão da inflamação. 

Para a triagem os exames pedidos geralmente são pesquisa por sangue oculto nas fezes, a sigmoidoscopia flexível e a colonoscopia para observar melhor o interior do intestino. Ao receber o diagnóstico precoce, essas lesões podem ser retiradas antes de se transformarem em câncer. A doença pode ser prevenida, possui tratamento e na maioria das vezes tem cura, se for detectada em estágio inicial. 

Inicialmente os sintomas do câncer colorretal podem não mostrar sintomas, que aparecem com o avanço da doença. Ao sentir algum dos sintomas listados a seguir, é necessário procurar imediatamente um médico, pois os sintomas podem aparecer em outras doenças, e com ajuda profissional pode receber o diagnóstico correto. 

Fonte: Imagem de kjpargeter no Magnific

Os sintomas digestivos costumam ser os primeiros sinais de alerta de que algo não vai bem com a saúde intestinal. Ficar atento ao próprio corpo e reconhecer esses indícios é fundamental para buscar diagnóstico precoce e tratamento adequado.

​Entre as principais manifestações que exigem atenção médica, destacam-se:

  • ​Alterações no ritmo intestinal: episódios recorrentes de diarreia ou de prisão de ventre (constipação).
  • ​Desconforto abdominal: presença frequente de gases, estufamento ou cólicas.
  • ​Sangramentos: percepção de sangue no ânus ou misturado às fezes.
  • ​Sensação de evacuação incompleta: a impressão constante de que o intestino não esvazia totalmente após ir ao banheiro.
  • ​Mudanças na aparente forma das fezes: fezes em consistência pastosa, endurecidas, mais finas (em formato de fita ou pontiagudas) ou de coloração anormalmente escura.
  • ​Dor anal: incômodo ou dor localizada na região do ânus durante o esforço para evacuar.
  • ​Sintomas sistêmicos sem causa clara: perda de peso involuntária, cansaço excessivo sustentado, quadros de náuseas e vômitos, ou diagnósticos de anemia sem causa aparente.

O câncer colorretal acomete o cólon e o reto, segmentos do intestino grosso fundamentais para a absorção de água, nutrientes e formação do bolo fecal. Em grande parte dos casos, a doença surge a partir de pólipos — pequenas lesões benignas na parede intestinal que, se não identificadas e removidas a tempo, podem evoluir para tumores malignos. Por esse motivo, trata-se de uma condição altamente prevenível e com elevadas chances de cura quando diagnosticada precocemente.

​Nota: Esses sintomas não são exclusivos do câncer colorretal e podem indicar outras condições digestivas. A investigação profissional é indispensável.

​Fatores de Risco

​Diversos elementos podem aumentar a predisposição ao desenvolvimento da doença:

  • ​Idade: maior incidência em pessoas acima dos 50 anos.
  • Presença de pólipos intestinais. 
  • ​Histórico familiar e pessoal: antecedentes de câncer colorretal na família ou histórico prévio de tumores de mama, ovário ou colo do útero.
  • ​Estilo de vida: sedentarismo e obesidade.
  • ​Doenças inflamatórias intestinais: condições crônicas como a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa.
  • ​Síndromes genéticas: predisposição hereditária, como a Polipose Adenomatosa Familiar (PAF) e a Síndrome de Lynch (HNPCC).

​Métodos de Diagnóstico

​A investigação clínica combina a anamnese detalhada do paciente com exames específicos:

  • ​Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes: teste laboratorial simples que detecta sangramentos invisíveis a olho nu.
  • ​Colonoscopia: exame de imagem realizado via endoscopia flexível com câmera. Permite visualizar todo o interior do cólon e reto e realizar a remoção imediata de pólipos suspeitos.
  • ​Biópsia: coleta e análise laboratorial de uma pequena amostra de tecido suspeito para confirmar a presença e o tipo de células cancerígenas.
Fonte: Imagem de tonodiaz no Magnific

Além destes exames, outros podem ser recomendados como exames de imagens complementares (tomografia computadorizada (TC), ressonância magnética (RM), e em alguns casos específicos, é pedido a Tomografia por Emissão de Positrons (PET CT), para realizar a verificação da extensão do câncer e identificar se o tumor entrou na fase de metástase). Com esses exames é possível planejar o tratamento mais adequado e monitorar o avanço da doença. 

A prevenção do câncer colorretal exige atenção contínua. Embora existam fatores não modificáveis — como a predisposição genética e a presença de condições crônicas, como o diabetes mellitus tipo 2 —, a adoção de hábitos de vida saudáveis desempenha um papel determinante na redução dos riscos de desenvolvimento da doença.

​Entre as principais estratégias preventivas, destacam-se:

  • ​Alimentação rica em fibras: priorizar o consumo diário de vegetais (como brócolis e espinafre), frutas (como maçã e laranja), grãos integrais (aveia e arroz integral) e leguminosas (como feijão e lentilha), que favorecem o bom funcionamento intestinal.
  • ​Prática regular de exercícios: manter a rotina ativa, acumulando entre 150 e 300 minutos de atividades físicas moderadas por semana.
  • ​Redução de alimentos nocivos: evitar totalmente o consumo de bebidas alcoólicas e limitar drasticamente o ingestão de carnes ultra processadas (como embutidos), além de moderar a frequência de carne vermelha nas refeições.
  • ​Controle do peso corporal: manter a massa corporal em níveis adequados com suporte profissional, combatendo o sobrepeso e a obesidade.

O tratamento do câncer colorretal é personalizado e definido com base no estágio de evolução da doença e na localização exata do tumor no cólon ou no reto. De modo geral, a abordagem terapêutica envolve três pilares principais:

  • ​Cirurgia: intervenção primária voltada para a remoção completa do tumor. A depender da extensão da lesão, pode ser necessária a retirada de trechos do intestino e de linfonodos (mecanismos de defesa) próximos, reduzindo o risco de o tumor se espalhar.
  • ​Radioterapia: aplicação direcionada de feixes de radiação com o objetivo de reduzir o tamanho do tumor antes do ato cirúrgico ou eliminar células cancerígenas remanescentes.
  • ​Quimioterapia: administração de medicamentos específicos via oral ou intravenosa para combater as células do tumor, conter a progressão da doença e evitar recidivas.

Em alguns tipos de câncer no intestino, alguns traumas adicionais podem ser adicionados, como terapias que atacam de forma direta as células cancerígenas ou tratamentos que ajudam o sistema imunológico a combater a doença (imunoterapia). Isso ocorre quando o câncer apresenta características específicas. 

Hábitos diários e os desafios no combate ao câncer de intestino

​O estilo de vida moderno desempenha um papel decisivo no desenvolvimento do câncer colorretal. Entre os principais fatores de risco que acendem o alerta dos médicos estão a alimentação desequilibrada — marcada pelo consumo frequente de carnes vermelhas e embutidos e pela baixa ingestão de frutas e vegetais —, além do tabagismo, do uso abusivo de álcool, do sedentarismo e do excesso de peso. Outro ponto que vem preocupando especialistas é o avanço da doença entre adultos com menos de 50 anos, fenômeno impulsionado por processos inflamatórios crônicos e alterações na flora intestinal.

​Apesar da gravidade, o diagnóstico precoce ainda enfrenta barreiras culturais e de informação. O tumor costuma se desenvolver de forma silenciosa ao longo de anos, a partir de lesões benignas (pólipos) que não dão sinais em sua fase inicial. Para piorar esse cenário, exames simples e eficazes de prevenção — como a busca por sangue oculto nas fezes e a colonoscopia — permanecem desconhecidos por boa parte da população. Com isso, sintomas claros como sangramentos ou mudanças repentinas no ritmo intestinal acabam ignorados, atrasando a ida ao médico e a chance de um tratamento mais simples.

Fonte: Imagem de stefamerpik no Magnific

​De acordo com o coloproctologista Carlos Mateus Rotta, professor do curso de Medicina da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), o grande desafio do câncer colorretal está na sua evolução silenciosa. Nas fases iniciais, o tumor dificilmente causa dor ou desconforto perceptível.

​”O tumor pode crescer lentamente durante anos, muitas vezes a partir de um pólipo benigno. Esses pólipos podem ser identificados e removidos durante uma colonoscopia antes de se transformarem em câncer — por isso o rastreamento é tão eficaz”, explica o médico, especialista e doutor em Gastroenterologia Cirúrgica.

​A importância da colonoscopia e o aumento entre jovens

​O rastreamento preventivo por meio da colonoscopia é recomendado anualmente a partir dos 45 anos para pessoas de risco habitual. No entanto, para quem possui histórico familiar da doença, condições inflamatórias intestinais ou síndromes hereditárias, o acompanhamento deve começar ainda mais cedo, sob indicação médica.

O combate ao câncer colorretal atua em duas frentes fundamentais:

  • ​Prevenção Primária (Hábitos): envolve manter uma alimentação equilibrada rica em fibras, reduzir o consumo de carnes vermelhas e processadas, praticar ao menos 150 minutos de atividade física semanal, controlar o peso corporal, evitar o tabagismo e moderar a ingestão de álcool.
  • ​Prevenção Secundária (Exames): consistem na realização de exames em pessoas sem sintomas para diagnosticar a doença no início ou remover lesões pré-cancerosas. O exame de referência é a colonoscopia, realizada sob sedação, que permite visualizar todo o revestimento do cólon e reto e realizar a remoção imediata (polipectomia) de qualquer pólipo encontrado.

O exame que faz o rastreamento de modo mais completo e eficaz é a colonoscopia. Realizado com o paciente sedado, o médico introduz uma câmera flexível pela região anal para visualizar o cólon e o reto. Caso algo seja encontrado é imediatamente encaminhado para análise. 

​Outro ponto de atenção é o avanço de casos em adultos jovens, com menos de 50 anos. Especialistas associam esse movimento a fatores do estilo de vida contemporâneo, como:

  • ​Aumento nos índices de obesidade e sedentarismo;
  • ​Consumo elevado de alimentos ultraprocessados;

​Dieta rica em carnes processadas e embutidos

​A realização do exame na idade correta pode ser determinante: se diagnosticado na fase inicial, o câncer colorretal apresenta chances de cura superiores a 90%.

​Sinais de alerta: o que nunca deve ser ignorado

​Embora assintomático no início, o corpo dá sinais à medida que a lesão se desenvolve. O coloproctologista alerta que o erro mais frequente é negligenciar o sangramento ao evacuar, muitas vezes atribuindo o sintoma de forma precipitada às hemorroidas. ​Nas fases iniciais, o tumor costuma agir de forma silenciosa. Conforme progride, pode manifestar indícios que exigem avaliação médica.

​”Sangramento retal nunca deve ser ignorado. Somente a avaliação com um especialista pode confirmar a causa real e afastar o risco de tumor“, reforça o docente da UMC.

​Avanços na medicina e estratégias de prevenção

​Quando o tumor é detectado, a abordagem terapêutica varia conforme o estágio e a localização, combinando cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Recentemente, a oncologia deu saltos significativos com a medicina personalizada e o uso de terapias-alvo, que atuam nas alterações moleculares específicas de cada tumor. Outro avanço marcante é a imunoterapia, que tem oferecido respostas duradouras para perfis específicos de tumores, evitando em alguns casos procedimentos mais agressivos.

​Apesar da evolução nos tratamentos, a prevenção primária segue sendo o melhor caminho. Adoção de uma alimentação equilibrada, prática regular de atividades físicas e a redução do consumo de álcool, tabaco e embutidos são medidas fundamentais para proteger a saúde do intestino e garantir melhor qualidade de vida.

Fontes de apuração jornalística:

  • Boletins médicos do Hospital Israelita Albert Einstein (São Paulo).
  • Comunicados oficiais das famílias via redes sociais oficiais e imprensa internacional (Associated Press, People Magazine, The New York Times).
  • Cobertura jornalística dos portais G1, GE (Globo Esporte), UOL e Folha de S.Paulo

Deixe um comentário