Com foco na reabilitação e qualidade de vida, iniciativa da Clínica-Escola realiza avaliações funcionais e direcionamento terapêutico entre os dias 20 e 24 de abril
De 20 a 24 de abril, o Centro Universitário UNINASSAU Campina Grande promove uma semana dedicada ao atendimento especializado para pessoas diagnosticadas com a Doença de Parkinson. A ação, que ocorre na Clínica-Escola de Fisioterapia da instituição, oferece triagens e avaliações gratuitas para a comunidade, visando identificar as limitações físicas de cada paciente e traçar estratégias de tratamento personalizadas, fazendo um direcionamento para o melhor tratamento fisioterapêutico. Os atendimentos são realizados mediante agendamento prévio e contemplam métodos de avaliação funcional individual e testes específicos da área.
O impacto do Parkinson no Brasil
A iniciativa ganha relevância diante de dados recentes. Estudos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) indicam que mais de 500 mil brasileiros, com 50 anos ou mais, convivem com a patologia. Alguns estudos apontam números que variam entre 200 a 250 mil devido a subnotificações e a falta de registros confiáveis nacionais. “Homens e pessoas mais velhas são os mais afetados, e muitos convivem com outras condições como AVC, depressão e dificuldades para andar ou se locomover”, aponta o pesquisador.
A previsão é que esse número suba para cerca de 1,2 milhão de casos até 2060, isso refletindo no envelhecimento da população. Em pessoas com mais de 80 anos, a prevalência da doença aumenta muito devido à idade avançada, o que chega a 2,75% dos casos. O público com mais casos da doença é mais evidente em homens do que mulheres.

“[O aumento se dá], primeiro, porque as pessoas vivem mais. Segundo, porque tratamos melhor os pacientes, o que faz com que eles vivam mais tempo com a doença e cheguem a estágios mais avançados, que exigem mais cuidados. Isso significa que, proporcionalmente, haverá mais pessoas precisando de tratamento ou cuidando de alguém com a doença”, explicou Joaquim Ferreira, neurologista português especialista em doenças do movimento.
Sendo uma doença neurológica que compromete o sistema motor, o Parkinson manifesta-se através de:
- Tremores e rigidez muscular;
- Lentidão nos movimentos e dificuldade para caminhar;
- Desequilíbrio e instabilidade postural;
- Alterações cognitivas e emocionais em estágios avançados.
A patologia se manifesta por meio de sinais específicos que impactam a rotina do paciente, tais como: idade avançada, histórico familiar, exposição a pesticidas, solventes e metais pesados, além de fatores genéticos associados ao Parkinson de início precoce.

“Nos jovens, como a carga genética é mais relevante, temos menos capacidade de prevenção. Mas as recomendações para envelhecer com saúde são, em grande parte, as mesmas: dieta equilibrada, atividade física e controle de fatores de risco cardiovasculares. Isso serve tanto para doenças neurodegenerativas como para doenças do coração. O cérebro e o coração estão mais ligados do que costumávamos pensar”, afirmou o médico neurologista, Joaquim Ferreira.
Fisioterapia como aliada da autonomia
De acordo com Gerlane Bezerra, responsável técnica da Clínica-Escola da UNINASSAU, a intervenção fisioterapêutica é um pilar indispensável para quem busca conviver melhor com o diagnóstico. Durante os atendimentos serão aplicados métodos como avaliação funcional individual e alguns testes específicos.
“A fisioterapia é essencial para manter a mobilidade, melhorar o equilíbrio, reduzir a rigidez e prevenir quedas. Além disso, ajuda a pessoa a ter mais independência no seu dia a dia”, explica a especialista.

Serviço e Agendamento
Os atendimentos serão conduzidos por profissionais experientes com o suporte de estudantes do curso de Fisioterapia, proporcionando uma troca entre o aprendizado acadêmico e a prática clínica. As consultas ocorrem nos turnos da manhã, tarde e noite.
A ação de triagem e avaliação para pacientes com Parkinson acontece entre os dias 20 e 24 de abril, com atendimentos totalmente gratuitos. Interessados em garantir uma vaga devem procurar a Clínica-Escola de Fisioterapia da UNINASSAU Campina Grande, onde a iniciativa será centralizada, lembrando sempre que a participação está sujeita ao agendamento prévio pelos canais oficiais da instituição.

Para participar, os interessados devem realizar o agendamento por um dos canais abaixo:
- WhatsApp: (83) 99811-1697
- Telefone: (83) 2101-8928
- Presencialmente: Rua Antônio Carvalho de Souza, 295, bairro Estação Velha (atrás do Fórum Afonso Campos).
Fonte: UFRGS/Portal Drauzio Varella





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