Família paraibana recria a magia das festas juninas de Campina Grande em Araguaína, unindo gerações em uma noite de fogueira, culinária afetiva e muito forró pé de serra
Por Redação e Kivia Marinho
CAMPINA GRANDE, PB – 03/07/2026
No dia 13 de junho de 2026, a cidade de Araguaína (TO) foi palco da histórica 28ª edição do Arraiá do Colibri, uma das mais autênticas celebrações juninas familiares da região. Idealizado pela família Figueiredo — que migrou de Campina Grande (PB) para o Tocantins em 1999 —, o evento resgatou as raízes e os costumes da terra natal, reconhecida pelo Guinness Book como a maior festa junina do planeta. O tradicional festejo reuniu familiares, amigos e admiradores da cultura popular para celebrar a fé e a identidade nordestina por meio do acendimento da grande fogueira, de comidas típicas e de uma grandiosa quadrilha improvisada.
A festividade nasceu do amor que a família Figueiredo tem pela cultura popular nordestina, ao qual trouxeram os costumes e a alegria do Nordeste, transformando o mês de junho em um grande encontro familiar.

Quem cruza os portões do Arraiá do Colibri é imediatamente transportado para o Parque do Povo, o coração do São João da Paraíba. Com uma ornamentação rica em detalhes, repleta de bandeirolas coloridas e arranjos típicos, o espaço recria com fidelidade a atmosfera das tradicionais festas sertanejas.
A celebração começou oficialmente com o emocionante cerimonial conduzido pelo anfitrião, Sr. Geneton Figueiredo. Vestido como Lampião, ao lado de sua esposa, Eliene Figueiredo, caracterizada como Maria Bonita, ele liderou o momento mais aguardado: o acendimento da fogueira de Santo Antônio, São João e São Pedro. Sob os acordes da sanfona tocando “Paraíba, Joia Rara”, o público celebrou a união e a preservação de uma cultura que atravessou fronteiras.



O evento tem como marca, a forte integração familiar, reunindo amigos e admiradores da cultura popular, ao som de muito forró.
Sabores e ritmos da saudade
A fartura na culinária foi um dos grandes destaques da noite. O cardápio contou com iguarias que fazem parte da memória afetiva do Nordeste, como arrumadinho, pamonha, canjica, bolo de milho e caldo de mocotó, além de carnes preparadas no autêntico fogo de chão. Para animar os festeiros até o amanhecer, foi servida uma bebida especial que mistura quentão, cachaça de alambique e o tradicional leite de onça.
No terreiro, o autêntico forró pé de serra comandado pelo trio de sanfona, triângulo e zabumba não deixou ninguém parado. A animação seguiu o lema paraibano de dançar “até pegar o sol com a mão”.
Na programação composta por quadrilhas juninas, apresentações culturais, muita música, danças e comidas típicas; trazendo um fortalecimento para as tradições que fazem parte das tradições locais.





Integração de gerações
À meia-noite, o ponto alto da programação tomou conta do espaço com a formação da maior quadrilha da história do evento. Sob o comando do Sr. Geneton como “puxador”, o arrasta-pé reuniu participantes de todas as idades — desde crianças de cinco anos até idosos de noventa e cinco. Ao som dos comandos tradicionais de “Alevantuu!” e “Anarriêê!”, o público se divertiu com casamentos matutos improvisados e muita descontração.
Mais do que uma simples confraternização, a 28ª edição do Arraiá do Colibri consolidou-se como um símbolo de resistência cultural. Há quase três décadas, a família Figueiredo prova que, independentemente da distância geográfica, as raízes nordestinas permanecem vivas e pulsantes em solo tocantinense.






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