Comissão técnica do Bugre é alvo de crimes de ódio em Itatiba, chama a polícia por segurança e o clube acabou eliminado da competição por W.O
Por Redação
Campina Grande, PB – 31/07/2026
Caso grave de discriminação e inversão de valores abalou o esporte paulista. Durante a disputa da 68ª edição dos Jogos Regionais em Itatiba, a equipe Sub-20 do Guarani Futebol Clube — que representava o município de Campinas — foi vítima de ofensas racistas e homofóbicas partidas de dentro das cabines de transmissão do estádio. Ao buscarem proteção policial e exigirem providências contra os crimes, os profissionais do Bugre viram a partida ser paralisada pela arbitragem, mas acabaram surpreendidos com a eliminação do torneio sob a alegação de W.O. O clube emitiu uma nota oficial de veemente repúdio, acionou o Ministério Público e o Programa Antirracista Pela Cor do Esporte, prometendo ir até as últimas consequências para punir os culpados.
Hostilidade no gramado e agressões verbais
A confusão começou após uma falta violenta cometida contra um atleta do Guarani. Ao cobrarem um posicionamento da arbitragem, membros da comissão técnica bugrina passaram a ser verbalmente atacados com xingamentos racistas e homofóbicos por pessoas instaladas nas cabines de imprensa.
Diante da ausência de policiamento no estádio e da escalada da violência — com objetos sendo arremessados em direção ao campo —, a comissão técnica solicitou a presença da Polícia Militar para garantir a integridade física do grupo. Por medida de segurança, atletas e comissão permaneceram ilhados no centro do gramado por cerca de duas horas. Os ataques tiveram como alvo o preparador físico José Renato Macedo e o treinador de goleiros Teddi Henrique.
A surpresa da eliminação por W.O
Ainda durante o impasse, a equipe de arbitragem informou aos representantes do Guarani que o jogo continuaria paralisado justamente para que o Boletim de Ocorrência pudesse ser registrado. O jogo foi paralisado no primeiro tempo, e a equipe optou por não retornar ao gramado. No entanto, para a perplexidade da diretoria e dos atletas, a organização do torneio declarou posteriormente a derrota do Bugre por W.O., resultando na eliminação precoce da equipe Sub-20 dos Jogos Regionais.
Reação institucional e acionamento do Ministério Público
O Guarani classificou a penalização como uma atitude inaceitável, pontuando que o clube foi duplamente vitimado: primeiro pelos crimes de ódio e, depois, por buscar o cumprimento da lei.
Assim que tomou conhecimento do escândalo, o presidente do clube, Rômulo Amaro, acionou o Programa Antirracista Pela Cor do Esporte e o Ministério Público por intermédio da Comendadora Edna Lourenço, Coordenadora do Centro de Estudos Africanos e Afro-Brasileiros.
Em nota oficial, o Bugre reafirmou seu compromisso inegociável com o respeito, a igualdade e a dignidade humana, garantindo que adotará todas as medidas judiciais e administrativas necessárias para que os agressores sejam identificados e punidos na forma da lei.





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