Altamente contagiosa e com altos índices de mortalidade, a enfermidade exige vacinação rigorosa e atenção imediata aos primeiros sintomas
A cinomose é uma das maiores ameaças à saúde dos cães, sendo temida por tutores e médicos-veterinários devido à sua agressividade e rapidez de contágio. Causada pelo Vírus da Cinomose Canina (CDV), essa doença viral grave não escolhe raça ou idade, atacando múltiplos sistemas do organismo simultaneamente — do respiratório ao neurológico. A boa notícia é que, apesar da gravidade, a prevenção é acessível e eficaz.
O perigo invisível e sistêmico
De acordo com a médica-veterinária Scarlatt Karollayne, responsável técnica da Clínica-Escola de Medicina Veterinária da UNINASSAU Campina Grande, a falta de imunização é o principal fator de risco. “A cinomose é considerada uma das enfermidades mais preocupantes nos pets por conta da alta taxa de mortalidade, especialmente em bichinhos não vacinados”, alerta a especialista.
A Cinomose canina é uma doença viral infecto contagiosa causada pelo vírus da família Paramyxovirus, do gênero Morbilivírus, afetando principalmente cães filhotes que ainda não completaram o esquema vacinal, e também que não fazem o recebimento do reforço anual da vacina múltipla (V8, V10 ou V11), outros animais também podem ser afetados, como: raposas, furões, guaxinins, lobos e coiotes. O CDV é um vírus muito semelhante ao vírus do sarampo humano, a doença afeta vários sistemas do corpo do animal, incluindo o sistema respiratório, gastrointestinal. Em casos mais graves, o vírus afeta o sistema nervoso.

A doença se manifesta em fases, o que pode confundir o tutor no início:
- Fase Inicial: Sinais leves que podem ser confundidos com outras doenças.
- Progressão: O vírus avança para sistemas complexos, tornando o quadro clínico crítico e de difícil recuperação.
A transmissão ocorre por contato por urina, fezes, saliva, secreções nos olhos ou pelo nariz de animais contaminados. Além disso, casinhas, cobertores e alimentos dos animais infectados também são fontes de infecção. O tratamento é dado de forma sintomática, tendo o foco no controle dos sintomas e no fortalecimento do sistema imunológico do animal. A melhor forma de proteger seu animal é prevenção, principalmente com animais que são filhotes e idosos são mais suscetíveis a pegar o vírus devido a ter um sistema imunológico mais frágil. O contato com o vírus pode ser dado de forma direta ou indireta.
Como funciona o tratamento
Infelizmente, não existe cura para a doença. O que a gente faz é tratar o sistema imunológico do animal para combater a infecção e possa sobreviver com mais qualidade de vida.
- Infecções e respiração: Usamos antibióticos e remédios para febre se houver infecções nos pulmões ou no estômago. Também entram em cena os expectorantes, bombinhas (broncodilatadores) e remédios para enjoo.
- Hidratação: O uso do soro (a fluidoterapia) é essencial para repor o que o animal perde na diarreia e evitar que ele fique desidratado.
- Crises nervosas: Se o vírus atingir o sistema nervoso e o animal começar a ter convulsões, usamos medicamentos anticonvulsivantes para controlar os ataques.
- Reforço extra: Vitaminas, suplementos e até terapias como a acupuntura ajudam muito a fortalecer a imunidade, dando mais força para o próprio corpo do bicho lutar contra o vírus.
“Tudo depende do organismo e de como ele irá reagir. Se a doença não tiver uma progressão longa, a chance de recuperação é maior”, explica.

Sinais de alerta: Como identificar?
Os sintomas variam conforme o sistema atingido. Ficar atento ao comportamento do pet é crucial para um diagnóstico precoce. Os principais sinais incluem:
- Respiratórios e Gastrointestinais: Febre (39,5°C a 41ºC, em média), tosse, pneumonia, secreções no nariz e olhos, vômito, dor abdominal e diarreia.
- Físicos: Perda de apetite, apatia, espessamento das almofadas das patas (coxins), secreções oculares (remela em grande quantidade), secreções nasais (pus), conjuntivite e lesões na retina.
- Neurológicos (Estágio Avançado): Tremores musculares, convulsões e dificuldade de locomoção.
“Ao observar qualquer um desses sinais, é fundamental procurar atendimento veterinário o mais rápido possível”, reforça Scarlatt.

Quando o animal consegue se curar, pode ficar com muitas sequelas como:
- Perda da cognição, quando o cachorro não entende os comandos que você diz ou tem alterações de comportamento;
- Alterações de equilíbrio e locomoção;
- Mioclonias (tiques nervosos);
- Paralisia;
- Paraplegia;
- Tetraplegia;
- Convulsões.
Vacinação: A única barreira eficaz
A prevenção através da vacina é a ferramenta mais poderosa para garantir a longevidade do animal. O imunizante estimula o sistema imunológico a criar defesas que, mesmo em caso de contato com o vírus, reduzem drasticamente as chances de evolução para formas graves da doença.
Dica de Ouro: O protocolo vacinal deve estar sempre atualizado. Um pet com doses atrasadas volta a ficar vulnerável. Em casos de suspeita, procure imediatamente um médico-veterinário. “O animal precisa ser vacinado anualmente. Quando vacinado pela primeira vez, recomenda-se três doses para adquirir imunidade adequada”, explica a veterinária Fernanda Binati.

Para a veterinária, “A imunidade adquirida produz anticorpos que evitarão o desenvolvimento da cinomose pelo organismo”, garante. Com relação aos cuidados com higiene, a profissional menciona que“É importante manter sempre os sapatos limpos, higienizar o espaço do animal e evitar o contato com cães não vacinados”, orienta.
Serviço e cuidados em Campina Grande
Para quem busca proteção com custo-benefício, a Clínica-Escola da UNINASSAU Campina Grande oferece a vacina V10, que protege contra a cinomose e outras doenças graves. Em filhotes a aplicação ocorre a partir dos 45 dias de nascimento, tendo o intervalo de 21 a 30 dias entre as aplicações.
Antes da aplicação, é realizada uma avaliação clínica rigorosa para garantir que o animal esteja saudável o suficiente para receber a dose.
- Agendamentos: WhatsApp (83) 9 9855-6080.
- Localização: Rua Antônio Carvalho de Souza, 295, bairro Estação Velha (atrás do Fórum Afonso Campos).
Fonte: Canal do Pet





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