Vice-líder do governo na Câmara acusa senador de trair o país e os próprios eleitores e afirma que candidatura presidencial buscava garantir proteção contra a Justiça
Por Redação
Campina Grande, PB – 01/11/2026
O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB-MA), vice-líder do governo Lula na Câmara, classificou como um ato de “covardia e traição à pátria” a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos, noticiada na última terça-feira (27), dois dias após sua derrota nas eleições presidenciais. Investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio descumpriu a determinação judicial de entregar seus passaportes à Polícia Federal, que cancelou os documentos na manhã de hoje.
Para Márcio Jerry, a saída do país expõe o que considera o verdadeiro propósito da candidatura de Flávio Bolsonaro. “Não tinha plano de governo, tinha plano de se proteger no cargo, caso eleito, e um plano de fuga, como ocorreu com a derrota”, afirmou. O deputado também criticou o despreparo do senador para a Presidência da República e classificou a atitude como uma traição aos eleitores. “É uma atitude que mostra de maneira muito clara o quanto ele é despreparado para disputar a Presidência da República, quanto mais para ser presidente. É também um ato de traição à pátria e aos que, de boa-fé, mesmo iludidos, votaram nele”.
Na avaliação de Jerry, a decisão de deixar o Brasil após a derrota eleitoral tem um significado que vai além da tentativa de escapar das investigações. O parlamentar declarou que a saída de Flávio Bolsonaro do país não teria sido uma viagem comum, mas uma fuga supostamente planejada após a derrota nas eleições e diante do receio de possíveis investigações em andamento. De acordo com Jerry, a candidatura de Flávio carecia de um plano de governo de fato. Em vez de propostas estruturadas para o país, o que se via era uma estratégia voltada à proteção do próprio cargo — ou, em caso de derrota nas urnas, um verdadeiro plano de fuga.
“É um ato de covardia, de traição, algo absolutamente vergonhoso. E o mais grave é que se trata de uma confissão clara e inequívoca: ele sabe o que fez e tem medo da Justiça brasileira”, afirmou. “Quem não deve não teme, Flávio Bolsonaro. Fugiu para conspirar contra a própria pátria depois de ter perdido a eleição”, declarou.
A declaração foi feita em meio ao monitoramento de pontos de fronteira pela Polícia Federal. Na ocasião, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia determinado a entrega dos passaportes e imposto restrições à saída do senador do território brasileiro.





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