Terapeuta integrativa destaca a importância do apoio psicológico, da espiritualidade e dos hábitos saudáveis como aliados ao bem-estar durante a prevenção e o tratamento oncológico

Por Redação

Campina Grande, PB – 16/10/2026

Em relação à saúde da mulher, o câncer de mama permanece como o tipo de câncer mais incidente no Brasil. Segundo a estimativa mais recente do Instituto Nacional de Câncer (INCA) são esperados mais de 78 mil novos casos de câncer de mama feminina a cada ano do triênio 2026–2028, correspondendo a 30% dos casos novos entre as mulheres, excluídos os tumores de pele não melanoma. Na sequência, aparecem os cânceres de cólon e reto (10,5%), colo do útero (7,4%), traqueia, brônquio e pulmão (6,4%) e glândula tireoide (5,1%).

A doença não se manifesta ao acaso, o adoecimento da mulher é resultado de uma série de fatores externos e internos e isso inclui, somatória dos hábitos de vida de anos e as condições socioeconômicas e psicoemocionais, isto é, sua rotina, ambiente e relacionamentos, uma vez que todas as escolhas e experiências afetam o corpo, a mente e a alma.

A campanha do Outubro Rosa traz uma ampliação para a conscientização dos exames clínicos e da mamografia, detecção precoce e tratamento adequado para a doença, defendendo uma visão integral da saúde da mulher que se conecta com outras áreas que necessitam de cuidados como o emocional, a alimentação equilibrada e o autoconhecimento.

O espaço é utilizado pelo Ministério da Saúde para ampliar ainda mais os cuidados com a saúde da mulher, também com relação ao câncer de colo de útero. Desde o dia 1° de outubro a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), ampliou a cobertura das mamografias digitais e que integrava o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, e agora passa a ser uma garantida sem restrição de idade ou gênero, desde que haja indicação médica. Até então, a cobertura era obrigatória para mulheres com idade de 40 a 69 anos.

A medida permite que o exame seja realizado com a definição médica e de acordo com as necessidades de cada paciente, sem as limitações anteriormente previstas.  A cobertura pode ser utilizada para a realização de rastreamento, investigação diagnóstica e acompanhamento do tratamento do câncer de mama.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados no Brasil cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano no triênio 2026-2028. Desconsiderando os tumores de pele não melanoma, o câncer de mama é o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres, com estimativa de 78.610 novos casos por ano no triênio 2026-2028. O câncer do colo útero é o terceiro tipo de câncer mais incidente entre as mulheres brasileiras e também merece atenção.

Segundo o INCA, são estimados 19.310 novos casos de câncer do colo útero por ano no Brasil no triênio 2026-2028. A doença está relacionada principalmente à infecção persistente por tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV), e sua prevenção envolve, entre outras medidas, a vacinação contra o HPV e o rastreamento adequado.

Detecção precoce: atenção aos sinais

Conhecer o próprio corpo e procurar avaliação profissional ao perceber alterações suspeitas são medidas importantes para favorecer o diagnóstico precoce da doença. Veja medidas de prevenção, rastreamento e sinais de atenção.

Câncer de mama

  • Manter hábitos saudáveis, com prática de atividade física, alimentação adequada, controle do peso e redução do consumo de bebidas alcoólicas;
  • Conhecer o próprio corpo e observar possíveis alterações nas mamas;
  • Realizar a mamografia de rastreamento conforme as recomendações de saúde e a orientação do profissional assistente;
  • Procurar avaliação médica diante de sinais como nódulo endurecido, alterações na pele ou no mamilo, saída espontânea de líquido ou pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço.

Câncer do Colo do Útero

  • Vacinação contra o HPV, uma das principais medidas de prevenção da doença;
  • Usar preservativos, que reduzem o risco de transmissão do HPV;
  • Realizar o rastreamento conforme as recomendações de saúde, com teste de DNA-HPV como método prioritário;
  • Procurar avaliação médica diante de sinais como sangramento vaginal fora do período menstrual ou após a relação sexual, corrimento persistente ou dor pélvica.
Créditos: Imagem de magnific

Sinais e Sintomas a Observar

O conhecimento dos sinais e sintomas é vital para a saúde da mulher. Portanto, é fundamental estar atenta a qualquer alteração nas mamas. Os principais indicadores incluem:

  • Nódulo ou caroço na mama, geralmente indolor.
  • Alterações na pele da mama, como vermelhidão, inchaço ou aspecto de casca de laranja.
  • Retração do mamilo ou alterações em seu formato.
  • Saída de secreção (aquosa ou sanguinolenta) pelo mamilo.
  • Dor ou sensibilidade incomum na mama ou axila.
  • Mamografia digital sem restrição de idade ou gênero

A medida permite que a realização do exame seja definida pela avaliação clínica do médico assistente e pelas necessidades de cada paciente, sem as limitações de idade anteriormente previstas. A cobertura pode ser utilizada para rastreamento, investigação diagnóstica e acompanhamento do tratamento do câncer de mama. A doença também pode ocorrer em homens, razão pela qual a cobertura obrigatória passa a contemplar pacientes de qualquer gênero quando houver indicação médica.

ANS incentiva a qualificação do cuidado oncológico

Como forma de incentivar a melhoria do cuidado oncológico na saúde suplementar, a ANS lançou, em 2025, o Manual de Certificação de Boas Práticas em Atenção Oncológica.

A publicação busca estimular as operadoras de planos de saúde a adotarem modelos assistenciais que promovam o cuidado integral e centrado no paciente, com foco na detecção precoce, no acesso oportuno ao tratamento e no seguimento adequado. A certificação abrange cinco linhas de cuidado prioritárias, entre elas as de câncer de mama e câncer do colo do útero, e estabelece critérios técnicos e operacionais voltados à qualidade, à segurança e à efetividade da atenção oncológica.

Procedimentos para diagnóstico e tratamento garantidos no Rol da ANS

Além da mamografia digital, o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS prevê cobertura para diversos exames e tratamentos relacionados às doenças oncológicas.

Entre os procedimentos voltados à investigação e ao diagnóstico estão:

  • Exames laboratoriais
  • Pesquisas genéticas
  • Teste de biologia molecular DNA-HPV
  • Ultrassonografias mamária e transvaginal
  • Tomografia computadorizada
  • Ressonância magnética, biópsias, punções aspirativas e PET-CT, este último conforme Diretriz de Utilização.

Para o tratamento, o Rol contempla diferentes modalidades terapêuticas, incluindo:

  • Cirurgias oncológicas
  • Radioterapias
  • Quimioterapias
  • Medicamentos antineoplásicos, conforme a prescrição do médico assistente e o cumprimento de eventuais Diretrizes de Utilização.

Também estão previstos procedimentos reparadores e de reabilitação, como:

  • reconstrução mamária após mastectomia
  • atendimento multiprofissional, incluindo psicoterapia, fisioterapia e nutrição, observadas as regras previstas no Rol.

De acordo com a mentora de vida saudável e terapeuta integrativa Jhenevieve Cruvinel, há alguns hábitos validados pela ciência e conhecidos na promoção à saúde e prevenção de doenças como a prática de atividade física regular, alimentar-se de forma equilibrada, gerenciamento do estresse e sono, não consumir álcool e tabaco, manter o peso corporal em um índice saudável, apoio terapêutico e nutrir relações saudáveis, entre outros.

“Um dos fatores críticos na rotina é o estresse crônico. Hoje é reconhecido como um dos fatores que mais afetam a saúde integral, já que a elevação constante de hormônios como cortisol e adrenalina afetam diretamente a imunidade, saúde e resposta fisiológica e emocional pré-dispondo a doenças crônicas degenerativas”, adverte ela.

Créditos: Imagem de magnific

A realização dos exames são fundamentais, e para a promoção da saúde e do autocuidado é preciso adotar um estilo de vida mais saudável adorando os seguintes pilares:

  • Alimentação;
  • Sono;
  • Atividade física;
  • Controle do estresse;
  • Vínculos sociais saudáveis;
  • Prevenção de comportamentos de risco.

Todos estes pilares trazem uma influência diretamente no equilíbrio emocional, no metabolismo, dos hormônios e da imunidade, impactando o risco de desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, incluindo diferentes tipos de câncer.

Segundo a terapeuta, em um sistema social que cobra múltiplas tarefas e jornadas da mulher, a sobrecarga emocional, a ansiedade, o medo, a depressão e diversas situações e emoções sem tempo de serem elaboradas e tratadas se expressam por sintomas que o corpo manifesta.

Estudos relacionados à psicossomática demonstram que é fundamental o acompanhamento psicoterapêutico como suporte para o enfrentamento do estresse, emoções reprimidas, traumas e dificuldades, reconhecendo a conexão mente-corpo e também trazem benefício para pacientes oncológicos no enfrentamento do tratamento da doença.

“O diagnóstico e o tratamento do câncer de mama podem produzir repercussões que vão muito além dos efeitos físicos da doença. Medo da morte ou da reincidência da doença, mudanças na imagem corporal, perda de autonomia, alterações na sexualidade, afastamento das atividades profissionais, mudanças nos papéis familiares e dificuldades nos relacionamentos podem se somar ao sofrimento provocado pelo próprio tratamento”, alerta Jhenevieve que recomenda “é importante encontrar espaço para um cuidado que considere também a dimensão emocional e subjetiva do adoecimento. Utilizar práticas integrativas e abordagens de cuidado voltadas à consciência corporal, regulação emocional, redução do estresse, autocuidado e reconstrução da relação consigo mesma”.

Segundo a terapeuta, as práticas não substituem o tratamento oncológico, nem têm a função de tratar o tumor, mas podem compor, de forma complementar e individualizada, uma rede de cuidado que reconhece a paciente para além da doença.

Diretrizes da Society for Integrative Oncology e da ASCO já reconhecem evidências para algumas dessas abordagens como intervenções baseadas em mindfulness, yoga, técnicas de relaxamento e musicoterapia, especialmente no manejo de sintomas de ansiedade, depressão e sofrimento durante e após o tratamento.

Saúde emocional, alimentação e diagnóstico precoce são aliados no cuidado com o câncer de mama

O enfrentamento do câncer de mama envolve cuidados que vão além do tratamento médico. A saúde emocional, a alimentação equilibrada e a atenção aos sinais do próprio corpo também fazem parte de uma abordagem integral, contribuindo para o bem-estar e para a qualidade de vida das mulheres.

Saúde mental e acolhimento durante o tratamento

Receber o diagnóstico de câncer de mama ou enfrentar a suspeita da doença pode provocar medo, ansiedade e insegurança. Nesse contexto, o acompanhamento psicológico e o suporte de uma equipe multiprofissional são importantes para ajudar pacientes e familiares a lidar com os desafios emocionais que surgem ao longo da jornada.

Além do atendimento especializado, manter uma rotina que contemple momentos de descanso, sono de qualidade e atividades prazerosas pode contribuir para reduzir o estresse e aliviar a sobrecarga emocional. O diálogo com familiares e pessoas de confiança também é fundamental para fortalecer a rede de apoio, combater preconceitos e incentivar a busca por atendimento sem culpa ou constrangimento.

Alimentação equilibrada e hábitos saudáveis

Os cuidados com a alimentação e o estilo de vida também merecem atenção na prevenção do câncer de mama e na promoção da saúde. Uma dieta variada, com presença regular de frutas, verduras, legumes, cereais integrais e leguminosas, favorece o consumo de fibras e nutrientes essenciais ao funcionamento do organismo.

A manutenção de um peso saudável e a prática regular de atividades físicas são outros fatores importantes, uma vez que o excesso de gordura corporal está associado ao aumento do risco de determinados tipos de câncer, especialmente após a menopausa.

Também é recomendado evitar bebidas alcoólicas, reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados e de carnes processadas, além de moderar a ingestão de carne vermelha. O uso de suplementos alimentares, por sua vez, deve ocorrer com orientação de um profissional de saúde, considerando as necessidades individuais e os possíveis riscos da suplementação sem acompanhamento.

Atenção aos sinais e importância do diagnóstico precoce

Conhecer o próprio corpo é uma das formas de perceber possíveis alterações nas mamas. A presença de nódulos, mudanças na pele, alterações no formato ou no mamilo e secreções inesperadas são sinais que merecem avaliação profissional. Embora nem toda alteração indique câncer, a investigação é importante para esclarecer sua causa.

A realização de exames de rastreamento, como a mamografia, conforme as recomendações de saúde para cada faixa etária e perfil de risco, também tem papel importante na identificação da doença em fases iniciais. O diagnóstico precoce pode ampliar as possibilidades de tratamento e melhorar o prognóstico, embora as chances de cura dependem de fatores como o tipo de tumor e o estágio em que é identificado.

De acordo com Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados no Brasil cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano no triênio 2026-2028. No Brasil, a estimativa divulgada para o triênio 2026–2028 é de 78.610 novos casos de câncer de mama por ano, segundo os dados atribuídos ao Instituto Nacional de Câncer (INCA). O número reforça a importância de ampliar o acesso à informação, aos exames e ao acompanhamento de saúde.

O câncer do colo útero é o terceiro tipo de câncer mais incidente entre as mulheres brasileiras e também merece atenção. Segundo o INCA, são estimados 19.310 novos casos de câncer do colo útero por ano no Brasil no triênio 2026-2028. A doença está relacionada principalmente à infecção persistente por tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV), e sua prevenção envolve, entre outras medidas, a vacinação contra o HPV e o rastreamento adequado.

Créditos: Imagem de magnific

Acesso à assistência e direitos das pacientes

O acesso ao diagnóstico e ao tratamento é parte essencial do cuidado. De acordo com as normas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), os planos de saúde devem garantir a cobertura dos procedimentos previstos no rol vigente, conforme as indicações clínicas e as regras aplicáveis. Entre eles podem estar exames de imagem, biópsias e procedimentos relacionados ao tratamento e à reconstrução mamária, quando atendidos os critérios de cobertura.

Durante o Outubro Rosa, a conscientização sobre o câncer de mama também reforça a necessidade de olhar para a saúde da mulher de maneira integral. Informação confiável, acolhimento emocional, hábitos saudáveis e acesso aos serviços de saúde são elementos importantes para fortalecer a prevenção, favorecer o diagnóstico oportuno e oferecer mais qualidade de vida às pacientes.

Prevenção e diagnóstico precoce: conheça os cuidados e os sinais de alerta

Câncer de mama

A adoção de hábitos saudáveis e a atenção às mudanças no corpo são medidas importantes para a prevenção e a identificação precoce do câncer de mama. Entre os principais cuidados estão:

  • Manter uma rotina saudável, com atividades físicas regulares, alimentação equilibrada, controle do peso e redução do consumo de bebidas alcoólicas;
  • Observar as próprias mamas e ficar atenta a alterações no formato, na pele ou no mamilo;
  • Realizar a mamografia de rastreamento de acordo com as recomendações de saúde e a orientação dos profissionais;
  • Procurar atendimento médico ao perceber sinais como nódulos endurecidos nas mamas, alterações na pele ou nos mamilos, saída espontânea de secreção pelo mamilo ou pequenos caroços nas axilas e no pescoço.

Câncer do colo do útero

A prevenção do câncer do colo do útero envolve principalmente a vacinação contra o HPV, a adoção de medidas de proteção durante as relações sexuais e a realização dos exames de rastreamento recomendados. Confira os principais cuidados:

  • Manter a vacinação contra o HPV em dia, uma das medidas mais importantes para prevenir a infecção por tipos do vírus associados ao desenvolvimento da doença;
  • Utilizar preservativos nas relações sexuais, pois eles ajudam a reduzir o risco de transmissão do HPV, embora não ofereçam proteção completa;
  • Realizar os exames de rastreamento conforme as recomendações dos serviços de saúde. O teste molecular para detecção do DNA-HPV é o método prioritário nas diretrizes brasileiras atuais, respeitando a disponibilidade e a implementação do exame na rede de atendimento;
  • Buscar avaliação médica diante de sinais como sangramento vaginal fora do período menstrual ou após as relações sexuais, corrimento persistente ou dor na região pélvica.

A atenção à saúde e o acompanhamento regular são fundamentais para identificar possíveis alterações precocemente. Mesmo na ausência de sintomas, é importante manter os cuidados preventivos e seguir as orientações dos profissionais de saúde.

O rastreamento do câncer de mama reúne um conjunto de exames e estratégias fundamentais para identificar alterações nas mamas antes mesmo do surgimento de sintomas aparentes. A detecção precoce é o fator mais determinante para o sucesso do tratamento, pois aumenta significativamente as chances de cura e possibilita intervenções terapêuticas menos invasivas.

Principais meios e métodos de rastreamento e diagnóstico

  • Mamografia: Exame radiológico das mamas (radiografia) considerado o padrão-ouro no rastreamento populacional. É o único método de imagem demonstrado em estudos populacionais que reduz a mortalidade por câncer de mama, sendo capaz de identificar lesões subclínicas, como microcalcificações e nódulos incipientes.
  • Tomossíntese (Mamografia 3D): Evolução tecnológica da mamografia digital convencional. Utiliza múltiplas capturas em diferentes ângulos para reconstruir imagens tridimensionais da mama em finas fatias. Esse método reduz a sobreposição de tecidos mamários, aumentando a taxa de detecção de tumores e diminuindo falsos-positivos, especialmente em mulheres com mamas densas.
  • Autoexame: Prática de observação e apalpação das próprias mamas realizada pela mulher para promover o autoconhecimento corporal (conscientização/mamoimagem). Embora não substitua os exames médicos periódicos de rastreamento, auxilia na identificação rápida de mudanças visíveis ou palpáveis — como nódulos, retração da pele ou secreções no mamilo —, motivando a busca imediata por avaliação médica.

Rede de apoio fortalece o acolhimento durante o tratamento do câncer de mama

Enfrentar o câncer de mama envolve desafios que vão além dos cuidados médicos. Nesse processo, contar com uma rede de apoio pode contribuir para o bem-estar emocional e tornar a jornada do tratamento menos difícil.

Família e amigos podem oferecer companhia, apoio nas atividades do dia a dia e segurança emocional. Já os profissionais de saúde, como médicos, psicólogos e terapeutas, auxiliam no cuidado integral, considerando tanto as necessidades físicas quanto os aspectos emocionais da paciente.

Os grupos de apoio a pacientes também desempenham um papel importante ao proporcionar espaços de acolhimento, escuta e compartilhamento de experiências entre pessoas que vivenciam situações semelhantes.

Atitudes simples, como ouvir com empatia, respeitar os sentimentos e acompanhar a paciente em consultas, podem fazer a diferença durante esse período. Mais do que oferecer ajuda prática, estar presente sem julgamentos contribui para que a mulher se sinta acolhida e compreendida ao longo do tratamento.

Cuidados com o corpo e a mente contribuem para o bem-estar durante o tratamento

Durante o tratamento do câncer de mama, cuidar da saúde física e emocional é parte importante da jornada. Algumas práticas podem ajudar a enfrentar os desafios desse período e contribuir para uma melhor qualidade de vida, sempre respeitando as necessidades e os limites de cada paciente.

O acompanhamento psicológico pode ajudar a lidar com os sentimentos despertados pelo diagnóstico, oferecendo suporte emocional ao longo do tratamento. Já a alimentação equilibrada e a prática de atividades físicas adaptadas às condições de saúde, quando liberadas pela equipe médica, podem contribuir para o bem-estar.

A realização de consultas e exames recomendados pelos profissionais de saúde também é fundamental para acompanhar a evolução do quadro e orientar os cuidados necessários. Além disso, reservar momentos para o autocuidado, seja por meio da leitura, da meditação ou de atividades prazerosas, pode favorecer o relaxamento e aliviar o estresse.

O cuidado integral considera diferentes aspectos da vida da paciente. Embora essas práticas não substituem o tratamento médico nem garantam melhores respostas terapêuticas, elas podem ajudar a tornar essa experiência mais acolhedora, respeitando as particularidades de cada mulher.

Alimentação também como centro

Jhenevieve, que também atua como nutricionista clínica, apregoa que um dos pontos mais importantes é o que colocamos no prato durante toda a vida, desde a amamentação à nutrição têm impacto direto na saúde humana, sendo um pilar fundamental também para a recuperação do paciente oncológico.

Os alimentos ultraprocessados estão no centro desta discussão, uma vez que aumentam em muito o risco para o desenvolvimento de câncer e doenças crônicas. “São produtos ricos em açúcares, gorduras e produtos químicos que promovem a desregulação da flora intestinal, favorecendo inflamações silenciosas que, a longo prazo, podem abrir espaço para essas doenças”, comenta.

Segundo ela, para a prevenção tenha prioridade para uma alimentação rica em fibras, antioxidantes, vitaminas e minerais, vegetais verde-escuros, as frutas vermelhas e frutas variadas, castanha do Pará, azeite, são alguns alimentos que atuam como verdadeira medicina preventiva, fortalecendo a imunidade e equilibrando hormônios.

“Além da composição bioquímica dos alimentos, o ato de dedicar um momento de pausa para comer com presença, consciência e conexão transforma o momento da alimentação em uma prática terapêutica, preventiva e capaz de reduzir a ansiedade, trazendo benefícios físicos e emocionais”, aconselha.

A Psiquê e a espiritualidade

Conforme a opinião da terapeuta, o âmbito psíquico mais poderoso é a espiritualidade, uma vez que neste espaço interno cada pessoa encontra sua maneira e os recursos necessários para ultrapassar as adversidades da vida com mais resiliência, força e um sentido de conexão.

“Acredito que o Outubro Rosa seja um chamado a autoconsciência e ao autocuidado, um convite a cuidar de si e das mulheres em nosso meio familiar, social e profissional, apontando a importância de cultivar diariamente a saúde, que é o que nos permite viver com plenitude”, ensina.

Dra. Jhenevieve Cruvinel

Mentora em saúde integral, nutricionista clínica e holística e terapeuta integrativa com doutorado e diversas especializações. Trabalha unindo ciência, espiritualidade e práticas de autoconhecimento para ajudar pessoas a reconectarem mente, corpo e alma.

Fontes:

  • Gov.br

Deixe um comentário