No Outubro Rosa, cirurgião plástico Thiago Bandeira explica as técnicas disponíveis, o momento indicado para a cirurgia e os impactos do procedimento na relação da mulher com o próprio corpo
Por Redação
Campina Grande, PB – 23/10/2026
Durante o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre o câncer de mama, a reconstrução mamária também ganha espaço nas discussões. É nesse contexto que a reconstrução mamária pode fazer parte da jornada de recuperação após cirurgias como a mastectomia. A reconstrução pode ser realizada no mesmo momento da cirurgia para retirada da mama ou posteriormente, dependendo das condições clínicas, do tratamento indicado e das características de cada paciente.
O processo de reconstrução mamária possui um papel importante para a recuperação da saúde emocional e física das mulheres que passaram pela retirada da mama (mastectomia), em decorrência do câncer de mama. O processo de retirada da mama é um momento bastante delicado para a mulher que recebeu o diagnóstico porque afeta diretamente na autoestima. “É raro uma mulher que não queira fazer a reconstrução da mama. Esse procedimento é importante porque traz para ela uma situação emocional muito melhor, é a recuperação da autoestima”, afirma o cirurgião plástico José Tariki.
Principais benefícios da reconstrução mamária
Recuperação da autoestima e da confiança: A retirada da mama pode impactar a forma como a mulher percebe o próprio corpo e sua feminilidade. A reconstrução mamária contribui para a recuperação da imagem corporal e pode ajudar a paciente a se sentir mais confortável e confiante consigo mesma.
• Momento adequado para a cirurgia: A reconstrução pode ser realizada imediatamente após a mastectomia, na mesma cirurgia, ou de forma tardia, depois de tratamentos como a radioterapia e do período de recuperação. A escolha depende das condições clínicas da paciente e da avaliação da equipe médica.
• Momento adequado para a cirurgia: A reconstrução pode ser realizada imediatamente após a mastectomia, na mesma cirurgia, ou de forma tardia, depois de tratamentos como a radioterapia e do período de recuperação. A escolha depende das condições clínicas da paciente e da avaliação da equipe médica.
• Recuperação da aparência da aréola e do mamilo: Após a reconstrução, procedimentos complementares, como a micropigmentação paramédica, podem ajudar a reproduzir a aparência da aréola e do mamilo, proporcionando um resultado visual mais natural.
• Direito garantido pelo SUS: A legislação brasileira assegura às mulheres que passaram pela mastectomia o direito à reconstrução mamária pelo Sistema Único de Saúde (SUS), conforme a indicação médica e as condições clínicas. A Lei nº 12.802/2013 estabelece que a reconstrução deve ser realizada no momento da retirada da mama, quando houver condições técnicas, ou posteriormente, quando necessário.
Com a evolução dos tratamentos de câncer nos últimos anos, o diagnóstico precoce tem permitido que cirurgias menos agressivas sejam realizadas para a retirada do tumor. Além disso, as técnicas cirúrgicas também ganharam aperfeiçoamentos.

“As técnicas cirúrgicas para reconstrução da mama tiveram uma evolução muito grande. Quando a mulher que teve uma mama só retirada, o cirurgião olha a que foi totalmente preservada e analisa o que fará para deixar a que será reconstruída o mais semelhante possível. Muitas vezes, também mexe na mama que foi preservada para que as duas fiquem o mais semelhante possível”, explica o cirurgião plástico.
As técnicas adotadas para a reconstrução da mama dependerá do tipo de cirurgia que for feita para a retirada da mesma. Muitas das vezes, a cirurgia de retirada não preserva a aréola e o mamilo. Nestes casos, a mulher pode optar também por fazer a reconstrução destas áreas, com a técnica de pigmentação, conhecida como dermopigmentação.
“Hoje temos maquinário moderno, e os pigmentos usados são muito bons. A dermopigmentação é feita na camada mais superficial e é mais duradoura do que a micropigmentação ou a tatuagem”, explica o esteticista e dermopigmentador Orlando Sanches.
“A sessão dura pelo menos duas horas porque é um momento delicado para mulher do ponto de vista emocional. Não é só chegar e fazer. A gente conversa com ela, faz o desenho, mostra para ela como vai ficar, ela opina e depois iniciamos”, conta Orlando.
O processo pode ser feito em um período de 6 meses a 1 ano após a cirurgia de reconstrução. “A recuperação da aréola é fundamental. Existem várias técnicas e houve tanta evolução que, hoje em dia, os profissionais fazem a coloração muito próxima ao que era e dão um aspecto tridimensional no desenho que fica muito próximo ao real”, diz o médico José Tariki.
Segundo o cirurgião plástico Thiago Bandeira, da DermPlast, a reconstrução deve ser discutida de forma individualizada e integrada ao tratamento do câncer. “A reconstrução mamária não é apenas uma questão estética. Para a maioria das mulheres, a reconstrução vai contribuir para a autoestima, para a confiança e para a forma como elas se relacionam novamente com o próprio corpo depois de um período tão delicado”, explica.
Existem diferentes possibilidades para a reconstrução. Em alguns casos, podem ser utilizados implantes mamários; em outros, tecidos da própria paciente, como retalhos, ou uma combinação de técnicas. A escolha depende de diversos fatores, incluindo o tipo de mastectomia realizada, a quantidade e qualidade dos tecidos disponíveis, os tratamentos complementares realizados, como a radioterapia, além das condições clínicas e das expectativas da paciente.
Por isso, a avaliação do cirurgião plástico deve fazer parte desde o início do planejamento e considerar também o acompanhamento da equipe responsável pelo tratamento do câncer. A reconstrução pode ser imediata, realizada no mesmo procedimento da mastectomia, ou tardia, após outras etapas do tratamento.

A definição do momento adequado depende principalmente do planejamento oncológico e das condições de cada paciente. “Não existe uma técnica ou um momento ideal que sirva para todas as pacientes. É preciso avaliar cada caso, conversar sobre as possibilidades e entender também o que a mulher espera desse processo. A decisão deve ser compartilhada e respeitar o momento clínico e emocional de cada paciente”, afirma Bandeira.
Segundo o médico, a reconstrução tem como objetivo proporcionar um resultado compatível com o corpo e as expectativas da paciente. Neste cenário, informação e acompanhamento são fundamentais. “Depois de enfrentar o diagnóstico, os tratamentos e, muitas vezes, uma cirurgia, poder reconstruir a mama pode representar para algumas mulheres uma etapa importante de retomada da própria identidade corporal. É uma decisão que precisa ser acolhida e planejada com cuidado.”
Sobre Thiago Bandeira
Thiago Bandeira é cirurgião plástico, com mais de 20 anos de experiência na área. É membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e da Associação Médica Brasileira (AMB). Atua especialmente em cirurgia plástica voltada ao contorno corporal feminino e às transformações do corpo após a maternidade, com abordagem individualizada para cada paciente. É cofundador da DermPlast ao lado da esposa, a dermatologista Thatiane Frange. A clínica reúne as duas especialidades e oferece atendimento integrado aos pacientes. A DermPlast está localizada na Rua José Bonifácio, 2474, Centro, em Mirassol. Mais informações: drthiagobandeira.com.br.

Fontes: Instituto Vencer o Câncer






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