No mês dedicado à conscientização sobre o envelhecimento, educador físico explica como o treino pode ajudar a preservar movimentos e atividades essenciais do dia a dia

Por Redação

Campina Grande, PB – 28/10/2026

Manter força, equilíbrio e mobilidade ganha cada vez mais importância à medida que a população brasileira envelhece. Segundo o Ministério da Saúde, o país tem cerca de 36 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, cenário que amplia a atenção para a qualidade de vida nessa fase, como levantar cadeiras, subir escadas e carregar simples compras, que nesta etapa da vida podem ser mais difíceis com o avançar da idade.

A perda da força muscular traz comprometimento dos movimentos essenciais e uma redução da independência. Segundo o Ministério da Saúde, este ano o Brasil alcançou a marca de 36,6 milhões de pessoas com mais de 60 anos. Além disso, o público da terceira idade tem marcado presença nas academias.

Durante o Outubro Prateado, campanha de conscientização sobre o envelhecimento saudável, a prática de exercícios ganha destaque como aliada para preservar a independência e a capacidade de realizar atividades do dia a dia, com autonomia, saúde e qualidade de vida. Esse movimento também chega às academias: pessoas com mais de 60 anos já representam cerca de 7% dos alunos ativos nas academias brasileiras, segundo a Tecnofit, empresa especializada em sistemas de gestão.

O cuidado com o corpo vai muito além da questão estética, o treinamento da força pode ajudar a preservar a capacidade de realizar tarefas do cotidiano com autonomia sem depender de outras pessoas.

Na prática, a musculação pode ajudar a preservar capacidades que muitas vezes passam despercebidas até começarem a ser comprometidas, como levantar de uma cadeira, subir escadas, carregar compras ou caminhar com segurança. O treino de força contribui para a manutenção da massa e da força muscular, fatores diretamente relacionados à independência funcional.

Durante o processo de envelhecimento, o corpo passa por inúmeras mudanças que afetam a força e a massa muscular. A prática de exercícios ajuda a diminuir esses impactos. E na prática músculos mais fortes podem facilitar atividades simples como se levantar da cama, transportar objetos e subir escadas. O fortalecimento contribui para a preservação da capacidade funcional, quando há integração do equilíbrio e mobilidade.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), programas que combinam exercícios de força e equilíbrio podem ajudar a reduzir as quedas e trazer melhorias na capacidade funcional de pessoas da terceira idade. No entanto, isso por si só não pode substituir outras atividades necessárias para o desenvolvimento da coordenação e estabilidade.

De acordo com a OMS, a recomendação é que pessoas de 65 ou mais possam fazer atividades variadas, com exercícios de equilíbrio e força, pelo menos 3 vezes por semana. A orientação busca preservar os movimentos simples para o exercício de atividades cotidianas. Apesar da recomendação, não significa que cada pessoa faça o mesmo exercício. O treino vai depender das limitações de cada pessoa.

“Quando falamos em musculação para a pessoa idosa, não estamos falando apenas em ganhar músculos. Estamos falando em manter a capacidade de fazer as coisas sozinha. Ter força para levantar, caminhar, carregar um objeto ou recuperar o equilíbrio pode fazer uma grande diferença na autonomia”, explica Cleiton de Castro, educador físico e CEO da Trend The Wellness Club.

Para quem nunca treinou ou está há muito tempo parado, no entanto, começar não significa simplesmente repetir o treino de uma pessoa mais experiente. A recomendação é que a atividade seja adaptada à condição física, ao histórico de saúde e às limitações de cada indivíduo, com progressão gradual das cargas e dos movimentos.

“Um dos principais erros é achar que o idoso precisa treinar necessariamente com cargas muito leves ou evitar a musculação. O que precisa existir é uma prescrição adequada. Antes de definir exercícios e cargas, é importante entender o histórico daquela pessoa. A partir daí, o profissional consegue construir uma evolução segura”, afirma Cleiton.

Outro ponto importante é que o objetivo do treino não deve ser apenas aumentar a massa muscular, mas trabalhar capacidades que têm impacto direto na rotina, como força, equilíbrio e mobilidade. Para o educador físico, essa mudança de perspectiva é fundamental para que o exercício seja encarado como parte do cuidado com o envelhecimento.

O treino deve priorizar a autonomia e a qualidade de vida

Para pessoas com mais de 60 anos, a prática de exercícios deve ir além do fortalecimento dos músculos. É importante trabalhar também o equilíbrio, a mobilidade e a coordenação, habilidades que contribuem para a realização das atividades cotidianas com mais segurança.

Nesse contexto, a musculação é uma aliada na preservação da independência e na promoção de um envelhecimento saudável. Com acompanhamento profissional e exercícios adaptados às necessidades de cada pessoa, a atividade física ajuda a manter a autonomia e a qualidade de vida.

Principais benefícios da musculação após os 60 anos

  • Manutenção da autonomia: A musculação contribui para preservar a força e a independência na terceira idade, facilitando atividades cotidianas, como levantar-se de uma cadeira, carregar sacolas e subir escadas.
  • Prevenção da perda de massa muscular: Com o avanço da idade, a perda de massa muscular tende a se intensificar. A prática regular de exercícios de resistência ajuda a fortalecer os músculos e a reduzir os impactos desse processo natural, conhecido como sarcopenia.
  • Melhora do equilíbrio e prevenção de quedas: Exercícios que estimulam a força, a coordenação motora e a estabilidade corporal podem melhorar o equilíbrio e a postura, contribuindo para diminuir o risco de quedas e acidentes.
  • Fortalecimento dos ossos e benefícios cardiovasculares: Quando realizada de maneira adequada, a musculação auxilia na manutenção da saúde óssea e pode contribuir para o controle da pressão arterial. A atividade física também favorece o bem-estar físico e emocional.
  • Crescimento da participação de idosos nas academias: Pessoas com mais de 60 anos estão cada vez mais presentes no mercado fitness. Levantamentos de algumas redes de academias indicam que esse público representa cerca de 7% dos alunos ativos, reforçando que o envelhecimento não impede a prática de exercícios físicos.

Cuidados e recomendações para treinar com segurança

  • Treino adaptado às necessidades individuais: O planejamento dos exercícios deve considerar as condições de saúde, o histórico médico, o condicionamento físico e as possíveis limitações articulares de cada pessoa. A orientação profissional é fundamental para garantir uma prática segura e adequada.
  • Atenção à execução dos movimentos: Mais importante do que começar com cargas elevadas é aprender a realizar os exercícios corretamente. A técnica adequada ajuda a aproveitar os benefícios do treinamento e a reduzir o risco de lesões.
  • Regularidade na prática: Manter uma rotina de exercícios é essencial para alcançar resultados. A frequência e a intensidade devem ser ajustadas às condições de cada pessoa, respeitando o tempo de recuperação e a evolução individual.

Deixe um comentário

About the Podcast

Welcome to The Houseplant Podcast, your ultimate guide to houseplants! Join us as we explore the wonders and importance of plants in our lives.

Explore the episodes